Projeto SketchUp: Felipe Borges
Este sistema foi criado por Tom Watson nos Estado Unidos com o nome de "Watson Wick" e adaptado por vários permacultores brasileiros. Pelo fundo de um tanque de "ferrocimento" corre um "tubo" feito de tijolos e calhas de cimento pré-moldado onde a água negra chega e após um determinado volume escorre para fora do tubo, ocupando o fundo do tanque. Nesse caminho, a água negra passa por várias barreiras de materiais porosos colonizados naturalmente por bactérias anaeróbias que pré-digerem o efluente, neutralizando os patógenos e mineralizando outros compostos em moléculas mais "acessíveis", para a absorção das plantas que estão na terra logo acima. Após o processo anaeróbio, parte da água é evaporada pelo solo e a outra transpirada pelas plantas. O sólidos, que representam menos de 1% das águas negra, são consumidos pelas plantas e por toda comnunidade de microorganismos que habitam a zona das raízes. Patógenos que não foram neutralizados no estágio anaeróbio, não sobrevivem no solo - local de intervenção dos organismos da rizosfera.
Dimensionamento
Após ter cavado u
A tubulação que trás o efluente é ligada da caixa de inspeção convencional de "esgoto" ao TEVAP, com uma curva de 45°. A agua negra chega até o fundo do tanque em um "tubo" feito de alvenaria, com quatro fiadas de tijolos furados de cada lado, de modo que o efluente após preencher a base do tubo percole para fora. A inclinação de 45° dos tijolos, impede a terra que cobre o sistema não obstrua os tijolos, entupindo o sistema.
Em cima dos tijolos são encaixados duas calhas de cimento pré-moldado que é cimentado com os tijolos. No local onde a água negra entra no tanque, é instalado um cano de 100mm para inspeção, manutenção e escape de gases. O tanque é preenchido com materiais porosos com granulometria decrescente: primeiro os tijolos depois pedaços de telhas, entulho, brita grande e areia grossa.
Na camada de brita, foi colocado outro tubo de inspeção de 100mm, furado e vedado com uma manta bidim, para permitir apenas a entrada de água, que poderá ser coletada para análise laboratorial. Em cima das britas veio a areia grossa, a terra, um pouco de esterco de gado e composto orgânico para favorecer o desenvolvimento inicial das plantas.
É importante que as paredes do TEVAP fiquem acima do solo, para evitar possíveis sobrecargas ao sistema com o escoamento de água durante chuvas fortes. Também foi instalado um "ladrão", com um cano de 50mm, vedado com manta bidim. O ladrão é direcionado a antiga fossa séptica convencional sob o solo.
Foram plantadas bananeiras, mamoeiros e plantas ornamentais como alpinias e copo-de-leite. Outras plantas tabém podem ser incluídas no sistema, como taiobas, inhames, junco e outras plantas que transpiram muito, que não possuem raízes longas e lenhosas, e que gostam de ambientes alcalinos. Frutos como banana e mamão produzidos no TEVAP podem ser consumidos in natura; já as raízes, bulbos e folhas, não é recombendado comer, pois ainda não está totalmente compreendido as interações que acontecem no sistema.
As plantas podem ser bioindicadores do funcionamento do sistema, através do seu padrão de crescimento, vigor, coloração das folhas e flores. Elas também podem ser analisadas em laboratório, com o intenção de detectar substâncias nocivas ao homem, como metais pesados. Inicialmente o TEVAP dever ser irrigado, até que o sistema entre em funcionamento autônomo.